O comportamento do viajante passou por uma transformação silenciosa, porém profunda, nos últimos anos. Se antes o sucesso de uma viagem era medido pela quantidade de pontos turísticos visitados e fotografados, em 2026 essa lógica mudou. Vivemos a transição da era do checklist para a era da vivência, em que o verdadeiro luxo não está apenas na hospedagem cinco estrelas, mas na capacidade de criar conexões genuínas com o destino. 

Levantamentos recentes do setor, que analisam as tendências para este ano, indicam um crescimento significativo na procura por viagens ligadas à natureza, grandes eventos e experiências imersivas. O turista brasileiro já não se satisfaz em ser um espectador passivo da paisagem. Ele quer participar, interagir e sentir o lugar de forma ativa. 

A busca por conexão real 

Essa mudança de mentalidade impacta diretamente a forma como destinos e marcas do setor se comunicam. Vender um pacote turístico focado apenas em conforto, preço e logística tornou-se insuficiente. O consumidor atual busca narrativas que prometam transformação, pertencimento e memórias sensoriais únicas. 

É o movimento de sair do lugar-comum e explorar o chamado “lado B” dos destinos, valorizando autenticidade acima da popularidade. Para o mercado, isso exige uma reinvenção do discurso: mais do que vender o voo e o hotel, é preciso vender a sensação de estar ali. A comunicação precisa despertar curiosidade, desejo e envolvimento, mostrando que a viagem começa muito antes do embarque. 

Experiência como ativo de marca 

Na MAPA 360, enxergamos esse cenário como uma oportunidade estratégica para redefinir o marketing turístico. Marcas que conseguem curar experiências e traduzir esse olhar aprofundado em sua comunicação conquistam relevância e diferenciação. Não se trata mais de convencer alguém a ir a um destino, mas de convidar essa pessoa a viver uma história naquele lugar. 

O futuro do turismo pertence a quem entende que o viajante de 2026 não quer voltar para casa apenas com fotos bonitas no celular, mas com a certeza de ter vivido algo único, algo que não pode ser replicado.