{"id":18942,"date":"2025-06-25T15:58:58","date_gmt":"2025-06-25T18:58:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.thepresident.com.br\/?p=18942"},"modified":"2026-01-11T20:10:16","modified_gmt":"2026-01-11T23:10:16","slug":"ja-nas-bancas-revistas-impressas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/ja-nas-bancas-revistas-impressas\/","title":{"rendered":"J\u00e1 nas bancas!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Com seu valor cultural renovado, as revistas impressas ganham o status de cult e atraem de boomers a millennials nost\u00e1lgicos, al\u00e9m de entediados tecnol\u00f3gicos da Gera\u00e7\u00e3o Z<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Por <strong>Fernanda Nobre<\/strong><\/p>\n<p>Visitar as li vrarias da vizinhan\u00e7a e garimpar as \u00faltimas revistas publicadas \u00e9 um ritual nos finais de semana do especialista em marketing digital Adam Scheffel, 37 anos, que vive nas redondezas do efervescente Broadway Market, na regi\u00e3o leste de Londres. Ele faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o que ainda experimentou um mundo anal\u00f3gico. Para Scheffel, as revistas impressas, al\u00e9m de ser um meio de desconex\u00e3o das telas, despertam seu interesse por arte e mem\u00f3rias afetivas. \u201cTenho uma forte lembran\u00e7a da fam\u00edlia indo \u00e0 banca, cada um escolhendo seus exemplares, e a urg\u00eancia em come\u00e7ar a navegar aqueles universos\u201d, conta. A banca de jornal decerto foi um personagem pr\u00f3prio de toda uma \u00e9poca, que unia em um \u00fanico e pequenino ponto interesses de toda a fam\u00edlia. \u00c9 dif\u00edcil conversar sobre o assunto com quem tenha nascido at\u00e9 os anos 1980 sem que surjam lembran\u00e7as paralelas e associa\u00e7\u00f5es emocionais. A antecipa\u00e7\u00e3o pela chegada da revista favorita, o ambiente criado para a leitura, a expectativa para desvendar o conte\u00fado destacado nas chamadas na capa, as fotos que seriam vistas e revistas, o cheiro do papel. Uma conversa que mexe com os sentidos. T\u00edtulos nacionais peri\u00f3dicos, como Superinteressante, Manchete, Quatro Rodas, O Cruzeiro, Placar, Claudia, Capricho e Casa e Jardim, entre tantos outros, abrangendo os mais diversos temas, representavam uma integra\u00e7\u00e3o palp\u00e1vel com o mundo. Outros internacionais, como National Geographic, Life, Rolling Stone e Vanity Fair, permitiam cruzar fronteiras. E, para quem viajava ao exterior, exemplares especiais eram suvenires mandat\u00f3rios, que seriam compar &#8211; tilhados e guardados por muito tempo, como preciosida &#8211; des. \u201cMeu tio-av\u00f4 era pintor e passava bastante tempo na It\u00e1lia\u201d, relembra Scheffel. \u201cQuando nos visitava, no interior do Rio Grande do Sul, trazia revistas especialmente para mim. Era um v\u00ednculo nosso.\u201d \u00c9 oportuno lembrar que esta THE PRESIDENT caminha para os 15 anos de hist\u00f3ria, sempre publicada pela mesma casa editorial, a Custom, que tamb\u00e9m publica a UNQUIET. Desse endere\u00e7o sa\u00edram cases de sucesso entre as publica &#8211; \u00e7\u00f5es customizadas, incluindo MIT Revista, Living Alone, mmartan Home e Wine.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"645\" height=\"766\" src=\"https:\/\/www.thepresident.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/www.thepresident.com.br-ja-nas-bancas-impresso-un.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.thepresident.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/www.thepresident.com.br-ja-nas-bancas-impresso-un.png 645w, https:\/\/www.thepresident.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/www.thepresident.com.br-ja-nas-bancas-impresso-un-253x300.png 253w\" sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p><strong>Teoria da nostalgia<\/strong><\/p>\n<p>A Teoria da Nostalgia \u00e9 um dos conceitos que justificam a tend\u00eancia de o ser humano retomar h\u00e1bitos mais simples e conhecidos, ap\u00f3s per\u00edodos de significantes inova\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as coletivas de modo de vida e de comportamento. Ela sugere que o ser humano busque conforto em rotinas, lembran\u00e7as e objetos familiares. O mesmo conceito explica o retorno do interesse em certos produtos e h\u00e1bitos, como hoje vemos: discos de vinil, filmes e equipamentos anal\u00f3gicos, produtos artesanais, alimenta\u00e7\u00e3o natural e intera\u00e7\u00f5es humanas mais profundas em geral. Esse fen\u00f4meno de comportamento \u201cbumerangue\u201d n\u00e3o \u00e9 novo, mas possivelmente seja mais notado em um mundo p\u00f3s-tecnol\u00f3gico e hiperconectado. A teoria reflete ainda a busca por um resgate identit\u00e1rio, desgastado ou mesmo perdido pela padroniza\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o provenientes da incorpora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. <\/p>\n<p><strong>Retr\u00f4 revival<\/strong><\/p>\n<p>Raras tend\u00eancias de comportamento e mercado conseguem englobar gera\u00e7\u00f5es distintas. No entanto, gera\u00e7\u00f5es mais recentes, como a Z (de 1997 a 2012), que cresceram atr\u00e1s de telas individuais e longe de equipamentos at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo cotidianos, como aparelhos de telefone, televisores, discos e revistas, embarcam nessa tend\u00eancia como uma base significativa para o \u201cmercado da nostalgia\u201d. \u201cHoje, cerca de 50% da Gera\u00e7\u00e3o Z nos Estados Unidos, Reino Unido, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia quer se desconectar, impulsionando o ressurgimento de formas anal\u00f3gicas\u201d, diz Mariana Santiloni, especialista em tend\u00eancias da WGSN (uma empresa de an\u00e1lise e design de tend\u00eancias). No Brasil, estudos do Instituto Delete indicam que 30% dos jovens relatam sentir ansiedade devido ao uso excessivo de redes sociais. \u201cHoje percebo quando a ansiedade vem das redes sociais e dou um tempo. Atividades anal\u00f3gicas acalmam\u201d, confessa Luiza Rocha, 20 anos, consumidora de produtos vintage. Essas gera\u00e7\u00f5es vivem o chamado Retr\u00f4 Revival, que busca em objetos e h\u00e1bitos um modo de vida mais anal\u00f3gico e t\u00e1til. Al\u00e9m de escape da hiperconectividade, trata-se tamb\u00e9m de uma liga\u00e7\u00e3o com um passado idealizado. S\u00e3o jovens que sentem nostalgia de uma \u00e9poca n\u00e3o vivida e, possivelmente, mais interessante.<\/p>\n<p><strong>A \u201ccara\u201d da nova revista<\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o avassalador da digitaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio dos anos 2000, causou um abalo s\u00edsmico no mercado editorial, no modo de consumo de conte\u00fado e na vida como um todo. Mas, assim como acontece com eventos disruptivos, \u00e9 preciso tempo para visualizar a nova ordem. Quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois, os efeitos da hiperconectividade s\u00e3o o ponto de converg\u00eancia entre esses movimentos de reintegra\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica. Hoje, mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o mundial utiliza as redes sociais. Com informa\u00e7\u00f5es atualizadas dispon\u00edveis em segundos, na palma da m\u00e3o, o consumidor desse nicho \u00e9 exigente. Da\u00ed a adapta\u00e7\u00e3o das revistas impressas, revitalizadas, aos novos tempos. N\u00e3o mais uma fonte prim\u00e1ria de informa\u00e7\u00e3o, a \u201cnova revista\u201d imprime a express\u00e3o ou a busca por um estilo de vida mais conectado, mas, ainda assim, valorizando atividades que unem relaxamento, presen\u00e7a, experi\u00eancias sensoriais, aprecia\u00e7\u00e3o, aprendizado e base para a troca. O lazer intelectual. Assim como no digital, a nova revista contempla a est\u00e9tica. O visual \u00e9 um ponto de sedu\u00e7\u00e3o fundamental e determinante para o engajamento. Al\u00e9m disso, o design confere um status especial a essas publica\u00e7\u00f5es, como artigos colecion\u00e1veis e at\u00e9 objetos decorativos. J\u00e1 os temas tendem a ser mais nichados do que no passado, trazendo ainda conte\u00fados mais aprofundados e reflexivos, sejam em tem\u00e1ticas contempor\u00e2neas, atemporais, educativas ou aspiracionais<\/p>\n<p><strong>A \u201ccara\u201d da nova revista<\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o avassalador da digitaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio dos anos 2000, causou um abalo s\u00edsmico no mercado editorial, no modo de consumo de conte\u00fado e na vida como um todo. Mas, assim como acontece com eventos disruptivos, \u00e9 preciso tempo para visualizar a nova ordem. Quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois, os efeitos da hiperconectividade s\u00e3o o ponto de converg\u00eancia entre esses movimentos de reintegra\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica. Hoje, mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o mundial utiliza as redes sociais. Com informa\u00e7\u00f5es atualizadas dispon\u00edveis em segundos, na palma da m\u00e3o, o consumidor desse nicho \u00e9 exigente. Da\u00ed a adapta\u00e7\u00e3o das revistas impressas, revitalizadas, aos novos tempos. N\u00e3o mais uma fonte prim\u00e1ria de informa\u00e7\u00e3o, a \u201cnova revista\u201d imprime a express\u00e3o ou a busca por um estilo de vida mais conectado, mas, ainda assim, valorizando atividades que unem relaxamento, presen\u00e7a, experi\u00eancias sensoriais, aprecia\u00e7\u00e3o, aprendizado e base para a troca. O lazer intelectual. Assim como no digital, a nova revista contempla a est\u00e9tica. O visual \u00e9 um ponto de sedu\u00e7\u00e3o fundamental e determinante para o engajamento. Al\u00e9m disso, o design confere um status especial a essas publica\u00e7\u00f5es, como artigos colecion\u00e1veis e at\u00e9 objetos decorativos. J\u00e1 os temas tendem a ser mais nichados do que no passado, trazendo ainda conte\u00fados mais aprofundados e reflexivos, sejam em tem\u00e1ticas contempor\u00e2neas, atemporais, educativas ou aspiracionais<\/p>\n<p><strong>Alma inquieta<\/strong><\/p>\n<p>Uma revista de turismo que nasceu em plena pandemia: essa \u00e9 a <strong><a href=\"http:\/\/revistaunquiet.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNQUIET<\/a><\/strong>. A publica\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada em novembro de 2020 para inspirar aqueles que amam viajar e s\u00e3o inquietos por natureza. Com a curadoria de uma equipe antenada e colaboradores renomados, UNQUIET oferece uma experi\u00eancia visual \u00fanica pelo mundo, sempre valorizando a diversidade, a sustentabilidade e o respeito \u00e0s cren\u00e7as e culturas.<\/p>\n<blockquote data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DK5T_X-yd_o\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"><p> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DK5T_X-yd_o\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">      <svg width=\"50px\" height=\"50px\" viewBox=\"0 0 60 60\" version=\"1.1\" xmlns=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"https:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\"><g stroke=\"none\" stroke-width=\"1\" fill=\"none\" fill-rule=\"evenodd\"><g transform=\"translate(-511.000000, -20.000000)\" fill=\"#000000\"><g><path d=\"M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631\"><\/path><\/g><\/g><\/g><\/svg> Ver essa foto no Instagram            <\/a><\/p>\n<p style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DK5T_X-yd_o\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" style=\" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Revista UNQUIET (@revistaunquiet)<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Um novo mercado<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a correspondente da Aner (Ag\u00eancia Nacional de Editores de Revistas) na Europa, Lulu Skantze, e a futur\u00f3loga Daniela Klaiman, o movimento offline vem crescendo, sobretudo na Europa. \u201cO Brasil tem h\u00e1bitos de leitura um pouco diferentes, com maior proximidade com a TV, por exemplo\u201d, aponta Lulu Skantze. \u201cMas acreditamos que a satura\u00e7\u00e3o de telas atinja a todos. H\u00e1 espa\u00e7os a serem explorados com as revistas. Os nichos s\u00e3o alguns deles.\u201d O Brasil tem uma m\u00e9dia di\u00e1ria de conex\u00e3o digital de mais de nove horas \u2013 a m\u00e9dia global \u00e9 de seis horas e meia. Grupos editoriais tamb\u00e9m come\u00e7am a apostar em uma retomada para al\u00e9m do nicho. \u201cNo Brasil, j\u00e1 tivemos o an\u00fancio dos lan\u00e7amentos da Billboard, Esquire e Manchete\u201d, comemora Regina Bucco, diretora-executiva da Aner. \u201cA revista Capricho recentemente foi relan\u00e7ada em vers\u00e3o impressa. A Veja Rio voltou a ser semanal. No exterior, a Newsweek voltou \u00e0s bancas nos Estados Unidos e a Cond\u00e9 Nast e a Hearst est\u00e3o reposicionando suas revistas como itens de luxo.\u201d Com a transi\u00e7\u00e3o digital (e uma pandemia no caminho), o mercado de luxo, tradicionalmente ancorado em experi\u00eancias, teve que se transformar com a rapidez das redes sociais. Apesar do in\u00edcio incerto, muitas marcas se ajustaram e, de fato, excederam-se nessa transi\u00e7\u00e3o, com a\u00e7\u00f5es eficazes. Gucci, Louis Vuitton e Balenciaga, para citar algumas. Agora, em um novo per\u00edodo, h\u00edbrido, marcas de luxo est\u00e3o munidas da expertise adquirida e de um acervo de experi\u00eancias que fazem parte de seus hist\u00f3ricos. Nessa perspectiva, as publica\u00e7\u00f5es impressas est\u00e3o em sua mira. Uma das pioneiras do \u201cdetox digital\u201d, a Bottega Veneta, come\u00e7ou a explorar o elemento t\u00e1til com o lan\u00e7amento de um zine. Em 2024, a marca se juntou \u00e0 plataforma de arte colaborativa Magma para a cria\u00e7\u00e3o de uma edi\u00e7\u00e3o especial, dedicada ao mundo das artes. N\u00e3o s\u00f3 da produ\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es consistem as estrat\u00e9gias de marketing para um equil\u00edbrio on e offline. An\u00fancios impressos focam um p\u00fablico atento e exigente (que busca qualidade de produtos e estilo de vida). Esse talvez seja o maior d\u00e9ficit dos an\u00fancios online. O \u00faltimo relat\u00f3rio da Two Sides revelou um crescimento expressivo na prefer\u00eancia dos brasileiros por revistas impressas, saltando de 17%, em 2021, para 35%, em 2023. O relat\u00f3rio Media Reactions 2022, da Kantar, mostra que o p\u00fablico prefere ver an\u00fancios em meios offline. Enquanto a pesquisa YouGov Profiles, que ouviu 166 mil pessoas, mostra que 82% dos entrevistados no Reino Unido e 71% nos EUA tiveram mais prazer em ler revistas impressas do que digitais. Enquanto a internet domina a rapidez e a acessibilidade da informa\u00e7\u00e3o, a m\u00eddia impressa ressurge como um espa\u00e7o de experi\u00eancia e profundidade. Um novo mercado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com seu valor cultural renovado, as revistas impressas ganham o status de cult e atraem de boomers a millennials nost\u00e1lgicos,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":18944,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,32],"tags":[1830,1828,1827,1825,1421,1826,1829,1831],"class_list":["post-18942","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mercado","category-especial","tag-boomers","tag-cult","tag-impresso","tag-ja-nas-bancas","tag-nostalgia","tag-revista","tag-revistas-impressas","tag-revival"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18942"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18942\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28953,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18942\/revisions\/28953"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapa360.com.br\/thepresident\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}