Novas mídias para comunicar: Podcast no centro das atenções



Por Cibely Toller

Já parou para pensar em como nossa comunicação mudou? Não estou falando da comunicação em meio a esse cenário tão diferente de tudo o que já experimentamos. Me refiro, mesmo, à evolução da comunicação ao longo das décadas.

Claro que o processo da pandemia exigiu ajustes na comunicação, e vamos chegar nesse ponto de reflexão. Mas falo da comunicação de décadas atrás e da forma como consumíamos notícias e informações: o rádio nos anos 20 e a TV nos anos 50 foram os responsáveis por uma transformação na sociedade e no modelo de divulgação. 

Nos anos 90 e 2000, foi a vez da internet quebrar paradigmas e colocar o mundo em um novo patamar: comunicação globalizada, ágil e onipresente. Foi nessa época, inclusive, que apostaram na morte do rádio: bullshit!

O rádio não só sobreviveu, mas se reinventou. Migrou para diferentes plataformas e firmou o pé em terreno sólido. Hoje, continua como um meio confiável de comunicação que leva notícia de qualidade e entretenimento por aí. 

A tecnologia transformou a forma como nos informamos e trouxe uma outra dinâmica para a nossa vida. Se a TV, o rádio e os veículos impressos ainda dominavam a forma de consumir notícia, a chegada do celular apresentou às pessoas a facilidade de carregar, no bolso, um aparelho capaz de nos conectar com o mundo. Muito além da ligação telefônica. 

E a partir dessa transformação tecnológica, vimos também uma mudança comportamental da sociedade. Com as pessoas mais conectadas e curiosas, aplicativos de amizade e relacionamentos dominaram nossas conversas – reais e virtuais –, as ligações telefônicas se transformarem em chamadas de vídeo. O cidadão comum ganhou voz e representatividade. Youtubers e seus canais cresceram, influenciadores tornaram-se parte da estratégia de comunicação de marcas para falar de “forma real e direta” com o seu público. 

E o rádio, aquele mesmo que muitos apostaram que morreria, trouxe um insight e tanto para criar uma ferramenta cada vez mais consumida por grande parte da população mundial: o podcast. 

Quando toda essa mudança começou a acontecer, ainda nem pensávamos em pandemia. Mas aqui cabe um parêntese para dizer que o nosso mundo atual acelerou ainda mais nossos processos de digitalização em todos os sentidos e que o on demand ganhou ainda mais força.

Plataformas de streaming nunca receberam tantos acessos. E o consumidor, mais seletivo, passou a escolher como, quando e de que forma quer se informar e receber conteúdo que tenha relevância e sinergia com os seus interesses reais. 

 

Para quem não conhece ou nunca ouviu, o podcast é um programa de áudio feito sob demanda e que fica disponível em plataformas que permitem que a audiência ouça livremente o conteúdo. Os temas são variados e definidos por cada podcaster. Ou seja, tem podcast só sobre negócios, desenvolvimento pessoal, profissional, por nichos de setor e por aí vai. 

Um estudo divulgado em novembro de 2019 pelo Spotify, – que disponibiliza uma lista exclusiva de podcasts hospedados na plataforma –, revela que esse modelo de conteúdo cresce cerca de 21% ao mês desde janeiro de 2018. Uma legião de novos adeptos da ferramenta e de oportunidades para marcas e empresas. 

Mas se engana quem acha que o podcast é uma modinha. A ferramenta deve, sim, abrir um canal de comunicação efetivo e confiável com o público. Contudo, é preciso definir alguns passos e responder perguntas como: o que podcast quer comunicar?, a qual público se destina?, como deseja transmitir a mensagem?

Mais do que esse be-a-bá, construir um roteiro e uma dinâmica condizente e com conteúdo de qualidade para o público ao qual se destina são essenciais para seu sucesso.

E é nessa adaptabilidade – coisa de camaleão MAPA360 – que, nos últimos seise meses, colocamos ao menos três projetos de podcast para rodar em nossos clientes, desde a concepção do projeto, à orientação de gravação e condução com convidados. 

O resultado? Sucesso! Estou e estive à frente desses projetos, e a parceria com o cliente que acreditou e aceitou trabalhar a comunicação nessa nova mídia, aliada à expertise que construímos e à adesão de público – além dos feedbacks positivos – são bons indicadores do quão eficaz é esse modelo de comunicação. 

O que quero dizer é que o protagonismo da comunicação está além do óbvio, está na ousadia de sair do comum e trazer novas formas de colocarmos a nossa mensagem – no caso a de nossos clientes –, em linha direta com o seu público. 

Em tempos incertos como os de agora, comunicar para se posicionar nunca foi tão estratégico. O podcast bem pensado e roteirizado agrega à comunicação um canal diferenciado, ágil e disponível para uma audiência up to date, o que pode gerar para a marca e para empresa vantagem competitiva na sua comunicação. 

 

*Cibely Toller é Relaçãoes Públicas, pós-graduada em Marketing, roteirista de podcast e hoje atua como coordenadora de contas na MAPA360


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