E afinal, de onde vem o tal conteúdo qualificado e/ou criativo?



Por Thais Moreira

Divulgado em junho de 2019, o Digital News Report, do Reuters Institute, mostra que o brasileiro é leitor de redes sociais – 64% da população com acesso à internet se informa por elas. Somando à leitura de notícias on-line, o resultado chega a 87%. O número é maior do que o resultado de pessoas que se informam pela TV (73%), e muito maior do que o número de quem se informa pelo meio impresso, apenas 27%.

O estudo aponta, ainda, que o brasileiro é o líder mundial em uso do WhatsApp para receber notícias (53%). A maioria também diz que costuma compartilhar notícias pelas redes ou por e-mail (58%). Com isso, o celular desponta como o principal meio para obter notícias, com 77%.

Em meio a este universo, um tema tem ganhado importância: como se diferenciar, despertar interesse, prender a atenção e se tornar relevante? Com quais histórias a produção de conteúdo qualificado pode se misturar?

Essas são as perguntas que nos deparamos diariamente ao pensar em novas formas de abordar assuntos convencionais aos segmentos de trabalho da agência. É com a questão em mente que o exercício de modificar um tema comum, sem perder sua essência, guia a produção de materiais que podem ser trabalhados em formatos variados e ganhar destaque na prateleira – e na mente – de quem queremos impactar.

De forma objetiva, é possível afirmar que o processo de criação de conteúdo diferenciado deve ser orientado na busca por um insight, ou seja, no estalo criativo, na compreensão do tema e uso de elementos adequados que deem clareza e coesão ao que será produzido.

É o insight que irá direcionar o caminho a ser seguido, que será o mote em torno do tema proposto. Relacionar o segmento de trabalho com referências aparentemente fora de seu universo, tornam os conteúdos mais ricos e mostram como podem fazer parte do cotidiano, transmitindo o posicionamento de uma empresa de forma relevante e gerando um diferencial criativo para a marca.

Entretanto, as ideias não surgem imediatamente. É necessário observar, compreender o que deve ser transmitido pelo conteúdo e relacioná-lo com ferramentas variadas de comunicação – sempre tendo em mente o público a que se destina e o canal.

O papel de quem escreve e cria conteúdo qualificado é, antes de escrever, questionar, entender limitações, o que deve buscar, como deve conduzir e, principalmente, onde irá pesquisar.

Neste sentido, a pesquisa é uma das etapas mais importantes, uma vez que dela será tirado todo o embasamento de dados e informações. Pela pesquisa, reforçamos um ponto de vista, transmitimos experiências e, além de tudo, criamos repertório.

Mas não basta pesquisa, não basta ideia. Também é necessário pensar em como transcrevê-la. Qual linguagem usar? Qual o tamanho? Como levar o leitor a embarcar no conteúdo?

Criadores de conteúdo contam com uma infinidade de possibilidades oferecidas pelos tipos de linguagem e plataformas disponíveis. Se estou falando com executivos, posso ser informal? Se estou falando com advogados, preciso compreender termos jurídicos?

Não há receita de bolo e, para cada situação, a linguagem pode ser adaptada. O que difere a abordagem é a originalidade.

Repensar a forma de apresentar o conteúdo final irá diferenciar todo o trabalho. Dominar o assunto é o passo decisivo para um resultado qualificado.

Neste ponto, voltamos a nos questionar: com quais histórias podemos nos relacionar?

A resposta é, na mesma medida, simples e complexa: vai depender da forma que o assunto será transformado de acordo com referências que tenham sinergia com o tema proposto. Quando temos a informação nas mãos e um público apto para consumi-la, devemos nos apropriar das possibilidades que a comunicação nos apresenta.

Thais Moreira é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É Analista de Comunicação na MAPA360, tem três anos de experiência, dois deles na MAPA360


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