Do lado de lá para o lado de cá



Por Luciana Brick

Já parou para pensar na quantidade de vezes que você planejou as mais diversas situações em sua vida, seja o casamento, a compra de um imóvel, do carro, a viagem dos sonhos? E quantas vezes você refez os planos para a sua profissão? 

Eu nunca tinha parado para pensar em mudanças até o dia em que… Para continuar vamos voltar um pouquinho no tempo. Quando entrei para o curso de Comunicação Social – Jornalismo, o que eu tinha em mente era me formar e trabalhar em uma emissora de rádio. Isso mesmo, levar informações para quem estava sintonizado em alguma estação em casa, no carro, no trabalho. Enfim, o lugar físico não importava, o que eu queria era chegar até as pessoas através das ondas sonoras.  

E lá se passaram quatro anos de estudo até a formatura, no dia 20 de dezembro de 1996. E aqui abro parênteses para contar uma coisa muito engraçada. Lembro até hoje de acordar no dia 21, ainda cansada da festa de formatura, e pensar: estou formada e agora?  

Esse agora até hoje não me sai da cabeça. A vontade de começar a trabalhar logo, antes que a família começasse a cobrança, estava maior que o sonho do rádio. Enfim, com muitos currículos profissionais em mãos fui de porta em porta pedir uma oportunidade para começar. Fui nos rádios, nos jornais e nas TVs.  

O primeiro emprego, o segundo, o terceiro e o quarto foram em jornais impressos. Entre a primeira porta que se abriu até a quarta foram 23 anos. Isso mesmo, 23 anos trabalhando diariamente. Eu saía de uma empresa para imediatamente entrar em outra e curiosamente sempre escrevendo matérias nas editorias de Economia e Agribusiness. Na última empresa, fiquei 15 anos e tenho muito orgulho disso.  

A rotina nos quatro lugares era sempre a mesma: chegar na empresa, apurar as pautas, participar das reuniões para discutir o que seria publicado, entrevistar as fontes, confirmar todas as informações e bora lá escrever as matérias.  

No final do dia, e todos os dias era preciso correr contra o relógio, pois quem é da área sabe do famoso e temível deadlinea sensação do dever cumprido ao ver a sua matéria sendo escolhida para ser manchete e a ânsia do dia seguinte chegar logo para imediatamente começar tudo de novo e, novamente, ser a manchete. E ser a matéria principal da capa me movia a cada dia em busca da melhor notícia.  

Mas, voltando a história do rádio. Por algum motivo do destino eu nunca trabalhei em um. E não foi falta de bater nas portas desses veículos de comunicação. Cheguei até algumas vezes ser convidada por uma empresa de renome nacional, porém acabou que sempre fiquei de sentar com o diretor para conversar e a tal da conversa ficava para amanhã e o tal do amanhã não chegou até hoje. 

E eis que um dia acordo cansada da rotina dos 23 anos. E o desânimo foi tomando conta do meu dia a dia e, claro, não preciso dizer que havia chegado a hora de me despedir do jornalismo diário. Amo com todo o meu coração esse jornalismo, mas era chegada a hora da pausa e de um novo recomeço.  

No comecinho de 2019 me vi batendo de porta em porta novamente, mas dessa vez não nos jornais, mas nas rádios e agora nas agências de comunicação. E olha que até então eu nunca tinha pensado em trabalhar em uma agência, apesar de sempre analisar o trabalho feito pelos assessores em empresas de todos os tamanhos, nacionais e internacionais. E tem muitos assessores para os quais eu tiro o chapéu 

Enfim do lado de lá (do jornalismo) para o lado de cá (analista de comunicação).  

Que notícia maravilhosa ser RM/RP em uma agência 360! Assim que recebi a confirmação da contratação na MAPA360, fui correndo contar para minha família e aí vem o primeiro puxão de tapete. O que é o 360? Como explicar isso se nem eu entendia direito. Estava tão feliz que não era um número que iria tolher a minha felicidade, afinal eu continuaria trabalhando no jornalismo, sem a rotina diária, mas com muitas novidades todos os dias, fazendo coisas diferentes, conversando com muitas pessoas.  

Que tola, eu! O número não era só um número, mas o entendimento do alcance de tudo o que o cliente precisa e quer quando contrata uma agência, a qual o atenderá em todas as suas necessidades lhe ajudará a se posicionar e crescer no mercado.  

Uma coisa eu estava certa: novidade tem todo dia e muito trabalho também, avalio que em volume maior que o do jornalismo diário. E uma coisa é bem igual, pelo menos comigo, não tem sábado, domingo ou feriado que a minha cabeça não esteja ligada no famoso 220 Watts, pensando em RM/RP para os clientes.  

E hoje, com um ano de MAPA360, já entendendo o que é o 360 e a importância e o peso desse número. Lembro de quantas vezes eu questionei a demora em receber o retorno do assessor de comunicação sendo, muitas vezes, para coisas simples como fazer uma foto da linha de produção do cliente que ele atende. Muito simples no meu universo de 23 anos, porém nada simples quando precisamos primeiro entender o que será feito com aquela foto e se a repercussão será positiva ou negativa para o cliente, e, na sequência, apresentar a ideia da fotografia para o cliente, afinal a decisão final é dele, mesmo que o papel de orientá-lo a respeito seja meu.  

E se você está se perguntando de qual lado eu prefiro ficar – do jornalismo diário ou da assessoria, eu mesma não tenho a resposta. O que sei é que estou amando a minha nova responsabilidade profissional e a tenho feito com muito esmero e não para ser reconhecida apenas na MAPA360, mas entre os meus colegas de profissão no jornalismo que precisam do meu trabalho bem feito para disputarem, entre eles, a manchete nas capas dos jornais.  

E que venham os próximos 23 anos! 


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