As soluções do mercado de eventos durante a pandemia e o que esperar daqui para frente



Por Taiza Tavares

Os últimos meses vieram para mudar nosso comportamento. Quem aí não parou para pensar: quando será que poderemos ir à um show, uma festa, uma feira ou uma exposição de arte?. Do outro lado, o mercado pensa: “quais soluções devemos tomar neste período?, ou “quando conseguiremos ter os eventos do jeito que conhecemos de volta?”. 

 

termo “reinventar-se” ganhou força e mexeu com o mercado cultural, que é extremamente forte no Brasil (4% do PIB). Falando em shows, nosso país é destino confirmado na rota das grandes turnês mundiais, além do fato de que, de norte a sul, sempre tiveram artistas ativando o entretenimento ao vivo. A questão é que uma pandemia apareceu no meio do caminho e todo o setor de eventos precisou de novas soluções para se manter na ativa.  

 

Neste ponto, a internet tornou-se uma aliada ainda mais forte. As lives nas redes sociais vieram como uma solução para o núcleo artístico, que encontrou nas plataformas digitais uma maneira de continuar levando entretenimento ao público que, dentro de casa, tinha como poder matar um pouco da saudade de cantar com seu artista favoritoimpacto delas foi tão grande que várias atingiram os trending topics por horas e até dias – quem não se lembra da quantidade de memes gerados a partir das lives sertanejas?! Sem falar do lado social, transmissões beneficentes arrecadaram mais de 17 milhões de reais em doações para ajudar a população mais vulnerável e atingida pela pandemia.   

 

Outra solução para fazer “o show continuar”, foram espetáculos no modelo drive-in, em que o público, reduzidoassiste ao show dentro de seus carros. Essa alternativa foi uma opção para as produtoras, que tiveram seus calendários interrompidos bruscamente este ano. A mesma estratégia foi adotada pelo cinema, trazendo o clima nostálgico dos anos 80 e 90.  

 

Ainda em cultura, outra solução que merece destaque foram os tours 360, totalmente gratuitos, por grandes museus do mundo. Louvre, em Paris, Museu Van Gogh, em Amsterdam, o Metropolitan, de Nova York, e os Brasileiros MASP, Museu da Imagem e Som (MIS), Museu Afro Brasil, entre outros, foram alguns deles. Esses tours 360 deram ao público, impedido de viajar, a possibilidade de entrar no mundo da história e da arte sem precisar estar fisicamente presente 

 

Já para eventos corporativos, outras estratégias foram pensadas. Plataformas como o Zoom tornaram-se grande aliadas. Encontros de negócios, palestras, fóruns de discussão, seminários, entre outros, começaram a crescer dentro dessas plataformas tornando-se uma alternativa para conectar pessoas sem estarem presentes de fato. A solução veio com tanta força que contribuiu para que o valor de mercado do Zoom aumentasse 355% durante o período de pandemia 

 

Na MAPA360, nossos clientes já se adaptaram à nova realidade, inclusive fazendo transmissões ao vivo e, também, eventos híbridos. Nos híbridos, uma parte do público é presencial (com poucos convidados, mantendo o distanciamento social e considerando protocolos de higiene e sanitização) e outra é transmitida ao vivo para um público bem maior. Esses eventos chegam como uma nova – e forte – tendência de mercado e, com certeza, vêm para ficar uma vez que apresentam o potencial para atingir muito mais pessoas.  

 

E agora, como vai ser daqui pra frente?  

 

A retomada total dos grandes eventos, no Brasil, só vai acontecer de fato quando a população estiver vacinada. Mas especialistas e produtores acreditam que as alternativas online não ficarão de lado após a pandemia. Aliás, essas soluções vieram para ficar!  

 

A tecnologia fará parte da estratégia da produção e há uma forte tendência dos eventos em se tornarem cada vez mais híbridos, onde o virtual complementará o presencial, trazendo uma experiência completa para que o público, de fato, não perca nada!   

 

Agora só nos resta esperar para poder matar a saudade.  


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